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Como "Lola" se tornou um dos maiores sucessos do The Kinks
A faixa transformou uma história noturna em um dos maiores sucessos da carreira da banda
Por Administrador
Publicado em 16/08/2026 04:58
Música
Divulgação: Credit: press

 

Em 1970, o The Kinks já tinha uma trajetória consolidada. A banda havia ajudado a definir o rock britânico dos anos 1960 com músicas como "You Really Got Me", "All Day and All of the Night" e "Sunny Afternoon", mas atravessava uma fase diferente. Foi nesse momento que Ray Davies escreveu "Lola", uma música que apresentava uma história curiosa sobre um encontro em uma casa noturna e se tornaria um dos maiores sucessos do grupo.

 

Lançada como single em junho de 1970, "Lola" fazia parte do álbum Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One. A faixa conta a história de um narrador que conhece uma pessoa chamada Lola durante uma noite em Londres. A letra começa como uma típica narrativa de sedução, mas aos poucos introduz elementos que deixam o protagonista confuso sobre a identidade de Lola. Essa ambiguidade era justamente uma das características mais marcantes da composição. Ray Davies constrói a situação sem transformar a personagem em uma caricatura. O narrador percebe que Lola pode não ser exatamente quem imaginava, mas continua envolvido pela experiência. Para o início dos anos 1970, abordar questões relacionadas à identidade e à sexualidade dessa maneira em uma música popular era algo pouco comum.

 

Musicalmente, "Lola" também se diferenciava de muitos dos trabalhos anteriores do The Kinks. A música combina guitarras acústicas e elétricas com elementos de folk, rock e uma sonoridade mais próxima do pop. O riff é simples e eficiente, enquanto o refrão foi construído para ser imediatamente reconhecido. Um dos detalhes mais curiosos da gravação envolve a guitarra. Dave Davies utilizou uma guitarra acústica amplificada para criar parte da sonoridade característica da música. O resultado contribuiu para o equilíbrio entre a simplicidade do arranjo e a força do refrão.

 

O sucesso foi rápido. "Lola" alcançou posições altas nas paradas de diversos países e se tornou uma das músicas mais conhecidas do The Kinks. No Reino Unido, chegou ao segundo lugar da parada de singles. Nos Estados Unidos, alcançou o Top 10 da Billboard Hot 100. Por trás do sucesso, porém, existia uma questão que quase impediu o lançamento da música. A BBC tinha regras rígidas sobre publicidade em músicas e não permitia referências comerciais explícitas. Ray Davies havia colocado originalmente o nome "Coca-Cola" na letra. Para evitar problemas com a emissora britânica, ele alterou a gravação para "cherry cola", uma mudança que acabou entrando na versão definitiva.

 

A letra também contribuiu para que "Lola" permanecesse relevante ao longo das décadas. Em vez de tratar o encontro como uma simples piada, Ray Davies criou uma narrativa aberta a diferentes interpretações. A música fala sobre desejo, identidade e confusão sem oferecer uma conclusão completamente definida. Essa característica ajudou "Lola" a sobreviver às mudanças de geração. O público que conheceu o The Kinks nos anos 1970 encontrou uma música pop acessível, enquanto gerações posteriores passaram a enxergar na faixa uma composição à frente de seu tempo.

O sucesso de "Lola" também aconteceu em um período importante para o próprio The Kinks. Depois de anos de conflitos com a indústria fonográfica e de uma relação complicada com o mercado americano, a banda precisava de um novo grande sucesso. A música ajudou a recolocar o grupo no centro das atenções e abriu caminho para uma nova fase de sua carreira. Ao longo dos anos, "Lola" também ganhou espaço em filmes, séries, comerciais e diferentes apresentações ao vivo. O refrão simples e a história peculiar fizeram com que a música continuasse sendo uma das portas de entrada para quem começa a conhecer a discografia do The Kinks.

Mais de cinco décadas depois, "Lola" continua sendo lembrada como um dos maiores sucessos da banda, e, também, como um exemplo da habilidade de Ray Davies para transformar situações aparentemente banais em histórias musicais.

 

O sucesso foi rápido. "Lola" alcançou posições altas nas paradas de diversos países e se tornou uma das músicas mais conhecidas do The Kinks. No Reino Unido, chegou ao segundo lugar da parada de singles. Nos Estados Unidos, alcançou o Top 10 da Billboard Hot 100. Por trás do sucesso, porém, existia uma questão que quase impediu o lançamento da música. A BBC tinha regras rígidas sobre publicidade em músicas e não permitia referências comerciais explícitas. Ray Davies havia colocado originalmente o nome "Coca-Cola" na letra. Para evitar problemas com a emissora britânica, ele alterou a gravação para "cherry cola", uma mudança que acabou entrando na versão definitiva.

 

A letra também contribuiu para que "Lola" permanecesse relevante ao longo das décadas. Em vez de tratar o encontro como uma simples piada, Ray Davies criou uma narrativa aberta a diferentes interpretações. A música fala sobre desejo, identidade e confusão sem oferecer uma conclusão completamente definida. Essa característica ajudou "Lola" a sobreviver às mudanças de geração. O público que conheceu o The Kinks nos anos 1970 encontrou uma música pop acessível, enquanto gerações posteriores passaram a enxergar na faixa uma composição à frente de seu tempo.

 

O sucesso de "Lola" também aconteceu em um período importante para o próprio The Kinks. Depois de anos de conflitos com a indústria fonográfica e de uma relação complicada com o mercado americano, a banda precisava de um novo grande sucesso. A música ajudou a recolocar o grupo no centro das atenções e abriu caminho para uma nova fase de sua carreira. Ao longo dos anos, "Lola" também ganhou espaço em filmes, séries, comerciais e diferentes apresentações ao vivo. O refrão simples e a história peculiar fizeram com que a música continuasse sendo uma das portas de entrada para quem começa a conhecer a discografia do The Kinks.

Mais de cinco décadas depois, "Lola" continua sendo lembrada como um dos maiores sucessos da banda, e, também, como um exemplo da habilidade de Ray Davies para transformar situações aparentemente banais em histórias musicais.

Fonte: Redação 89

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